Agatha Mangoni, que faz mestrado em política internacional, ensinou vizinhos a bater panelas durante as passeatas; novos atos e greve geral estão marcados.
A londrinense Agatha Mangoni, de 21 anos, faz mestrado em política internacional em Bordeaux e acompanha de perto a onda de protestos que mobiliza estudantes e trabalhadores na França. Ela estuda na Sciences Po Bordeaux, em dupla diplomação com a Universidade de Coimbra, em Portugal.
Como o panelaço chegou às ruas francesas
Em um dos atos, no dia 17, Agatha apresentou o tradicional panelaço brasileiro a amigos e vizinhos, da sacada do apartamento onde estava, enquanto uma passeata passava pela rua. Ela esteve presente nos atos pacíficos e levou a prática aos vizinhos durante a passagem das marchas.
Por que os franceses estão protestando
Segundo a Folha de Londrina, os protestos começaram em setembro, quando alunos e professores de uma escola de ensino médio em Créteil, na periferia de Paris, entraram em greve. Os atos reúnem estudantes e trabalhadores contra a falta de professores e o alto custo de vida. A CNN Brasil descreve manifestações contra o custo de vida e o preço dos combustíveis, com participação de estudantes e sindicatos.
O olhar de uma brasileira que vive no país
Há oito anos na França, Agatha e a família percebem a inflação e o aumento do custo de vida. Ela avalia que o sistema educacional francês é bom, mas tem pontos a melhorar, e que a assistência social é excelente, embora os auxílios estejam cada vez mais curtos. A estudante destaca a rápida conscientização política dos jovens franceses diante da piora de serviços públicos e do encarecimento dos aluguéis.
O que vem agora
Novos protestos estão marcados para hoje (31), e os principais sindicatos convocaram uma greve geral para 5 de novembro.
Fontes: Folha de Londrina, Bonde e CNN Brasil.




