O Japão lançou a missão MMX, a primeira da história projetada para pousar em Fobos, a maior lua de Marte, coletar pelo menos 10 gramas do seu solo e trazê-lo de volta à Terra em 2031. A espaçonave decolou em 20 de outubro de 2026, no horário japonês (16h41 de 19 de outubro, em Brasília), a bordo de um foguete H3, a partir do Centro Espacial de Tanegashima.
Por que Fobos importa
O objetivo da missão é resolver uma dúvida antiga da astronomia: como surgiram Fobos e Deimos, as duas luas de Marte. Há duas hipóteses principais. Na primeira, elas são asteroides formados em outra região do Sistema Solar e capturados pela gravidade marciana. Na segunda, nasceram da junção de rochas e detritos lançados ao espaço depois de uma grande colisão com Marte. A análise em laboratório do material coletado pode indicar qual está certa.
O rover Idefix
A missão leva o Idefix, um robô desenvolvido pelas agências espaciais da Alemanha (DLR) e da França (CNES). Ele será solto em queda livre sobre Fobos e foi projetado para se endireitar sozinho, abrir os painéis solares e explorar a região. Pesa 25 quilos na Terra, mas, na gravidade quase inexistente de Fobos, o peso efetivo é de cerca de 12 gramas. Será o primeiro veículo a tentar andar sobre rodas em um corpo celeste de gravidade tão baixa.
Cronograma da missão
- Agosto de 2027: a sonda chega à órbita de Marte.
- Fim de 2028 a início de 2029: soltura do rover e coleta das amostras.
- 2031: retorno à Terra, com a cápsula pousando na Austrália.
O projeto custou cerca de 55,3 bilhões de ienes (algo perto de 350 milhões de dólares) e conta com a participação da NASA, que forneceu um instrumento para mapear os elementos químicos de Fobos, e da Agência Espacial Europeia, que ajuda nas comunicações.



