Todos os dias, moradores da Estrada da Penal (RO-05), em Porto Velho, fazem a mesma pergunta: “será que hoje a balsa está funcionando?”
É assim que se atravessa o córrego Jacu da Vala. Não há ponte. Há uma balsa alugada, com correnteza forte, insegurança e a rotina de quem precisa chegar ao trabalho, à escola ou ao hospital, ou escoar a produção do Baixo Madeira.
Uma ponte que não durou
A ponte de concreto começou a ser construída por volta de 2018, com custo inicial de R$ 3,2 milhões, e prometia resolver o problema de vez. Mas apresentou falhas graves de estrutura, foi interditada pelo DER-RO e acabou condenada tecnicamente.
A solução provisória virou rotina. Segundo reportagens, o aluguel da balsa já passou de R$ 10 milhões em dinheiro público.

Quem está cobrando respostas
O Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO) cobra do DER-RO um estudo técnico e econômico definitivo: a ponte será demolida, reconstruída ou substituída por outro projeto? O Ministério Público também mandou investigar contratos de aluguel da balsa. Já a empreiteira responsável pela obra foi condenada a devolver cerca de R$ 5,59 milhões aos cofres públicos.
Mesmo assim, até agora não há previsão para uma nova ponte.
O que ainda falta explicar
Quanto o Estado já pagou, de fato, pela balsa?
Por que a solução temporária dura tanto tempo?
Quando a população terá uma ponte segura?
Enquanto não vêm as respostas, quem mora na região continua atravessando na mesma balsa, todos os dias.
O Missão Rondônia segue acompanhando o caso.


