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Só 0,027% dos votos do 2º turno foram registrados após as 17h, mostram dados do TSE

Levantamento com base nos registros das urnas contabiliza 34.330 votos depois do horário regular; diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro foi de cerca de 4,4 milhões.

Apenas 34.330 votos foram computados depois das 17h de domingo (25), horário previsto para o fim da votação no segundo turno. Isso equivale a 0,027% dos 127,8 milhões de votos registrados no país. Os dados são do TSE e foram compilados pela Setup News, em parceria com a CNN Brasil, a partir dos registros individuais das urnas eletrônicas.

Diferença foi de 4,4 milhões de votos

Com 100% das urnas apuradas, Lula (PT) teve 64.256.232 votos, 51,79% dos válidos, contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença, de cerca de 4,4 milhões de votos, é mais de 129 vezes maior que o total registrado depois das 17h, segundo cálculo da redação.

Maior parte veio logo após o horário regular

Entre 17h e 17h05, foram computados 29.001 votos. Depois das 18h, houve 1.993 registros, e depois das 19h, apenas 11. Das 497.897 urnas do país, 468.043 (cerca de 94%) não receberam nenhum voto depois das 17h.

Por que houve votação após as 17h

O horário foi prorrogado das 17h para as 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, em razão de problemas no transporte público. O TSE esclareceu que a medida valia somente para as seções que ainda estavam abertas às 17h.

Limites dos dados e contestação

Os registros permitem medir quantos votos foram finalizados após as 17h, mas não indicam em quem o eleitor votou. Segundo o levantamento, mesmo que todos os 34,3 mil votos fossem atribuídos a um único candidato, o total não bastaria para mudar o resultado.

Após a proclamação do resultado, Flávio Bolsonaro criticou a prorrogação decidida por Zanin e disse que a campanha pedirá a anulação da eleição. A campanha dele também havia solicitado a prorrogação do funcionamento das urnas em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades de deslocamento causadas por chuvas.

Fonte: levantamento da Setup News em parceria com a CNN Brasil, com dados do TSE.