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Mercado alerta para desaceleração da economia brasileira em 2027 e 2028

Juros elevados, endividamento e incertezas fiscais aumentam a preocupação com o ritmo de crescimento do país após a reeleição de Lula.

A economia brasileira poderá enfrentar um período de crescimento mais lento nos próximos anos, com preocupações entre analistas do mercado financeiro sobre os efeitos dos juros elevados, do endividamento das famílias e das contas públicas.

Projeções divulgadas em outubro pelo Boletim Focus, do Banco Central, indicam crescimento de 1,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027 e de 1,81% em 2028. Os números apontam para uma expansão moderada da economia, distante de um cenário de forte crescimento.

Entre os fatores de preocupação estão o custo elevado do crédito, que dificulta o consumo e os investimentos das empresas, e a necessidade de manter as contas públicas sob controle.

Economistas também alertam para a possibilidade de uma recessão em 2027, caso a desaceleração se intensifique e as condições de crédito piorem. Esse risco, no entanto, não representa a previsão predominante de contração da economia para os dois anos.

Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a condução da política econômica, o controle das despesas públicas e a capacidade de estimular investimentos estarão entre os pontos observados pelo mercado.

O desempenho da economia em 2027 e 2028 dependerá, entre outros fatores, das decisões do governo, da trajetória dos juros, da inflação e das condições econômicas internacionais.

FONTE: Boletim Focus e projeções econômicas⁠ e análise sobre o risco de recessão em 2027.