A crise do Ueno Bank acende um alerta para brasileiros que escolheram o país em busca de menos impostos, custos menores e novas oportunidades.
Nos últimos anos, o Paraguai passou a atrair empresários brasileiros interessados em um ambiente tributário mais simples e em custos operacionais competitivos. Os números mostram essa aproximação: somente no primeiro semestre de 2026, o país concedeu 22.628 residências a cidadãos brasileiros, segundo dados oficiais da imigração paraguaia.
Mas o cenário agora exige atenção. A intervenção do Banco Central paraguaio no Ueno Bank, instituição com milhões de clientes e que administrava recursos públicos, provocou uma crise financeira e política. A situação deixou clientes temporariamente sem acesso aos serviços bancários e levantou questionamentos sobre fiscalização e confiança nas instituições.
O episódio também trouxe pressão sobre o presidente Santiago Peña, que enfrenta um processo político e investigações relacionadas ao caso.
A crise não significa que o Paraguai deixou de ser uma oportunidade para investir. Porém, mostra que impostos menores e custos reduzidos não são suficientes: segurança jurídica, estabilidade financeira e instituições confiáveis também precisam entrar na conta.
A reflexão fica para quem empreende: se muitos brasileiros deixaram o Brasil em busca de um ambiente melhor para seus negócios, o que acontece quando o país escolhido também enfrenta uma crise de confiança?

