O ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao Governo de Rondônia aponta a privatização como possível solução para problemas crônicos e questiona a atuação da bancada federal.
Por João Ricardo – DRT 1655/RO
PORTO VELHO (RO) — Em entrevista recente, o ex-prefeito de Porto Velho e atual pré-candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves, traçou um panorama sobre os desafios estruturais do estado e apresentou as premissas que devem nortear sua pré-campanha. O gestor, que iniciou sua carreira pública como Promotor de Justiça aos 24 anos, utilizou sua experiência administrativa na capital como principal argumento de autoridade para os novos desafios que o Estado enfrenta.
Gestão e Infraestrutura
Ao revisitar o início de seu mandato na prefeitura da capital, Chaves foi enfático ao descrever a situação que encontrou na gestão municipal: “Parecia que Porto Velho havia sido largada as traças”. Para contrapor o cenário inicial, o pré-candidato destacou como marco de sua administração a pavimentação de mais de 800 quilômetros de ruas, um dado que utiliza para reforçar sua capacidade de execução e transformação de infraestrutura urbana.
Críticas à logística e à bancada federal
Um dos momentos de maior tensão na entrevista foi a abordagem sobre a BR-364. Chaves criticou duramente a atuação da bancada de senadores de Rondônia, afirmando que os parlamentares “dormiram” durante o processo de concessão da rodovia. O resultado, segundo o pré-candidato, é um prejuízo direto aos rondonienses: o estado convive hoje com o pedágio mais caro do Brasil, sem que a duplicação da via tenha sido iniciada.
Diante do gargalo logístico, o ex-prefeito defende a diversificação das saídas de escoamento. Além de mencionar a importância de estudos para a privatização do Rio Madeira, ele citou a rota por Costa Marques como uma logística alternativa viável e necessária para a integração econômica do Estado.
O desafio da CAERD
Sobre a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD), Chaves adotou um tom cauteloso, distanciando-se de promessas populistas. Ele reconheceu a complexidade histórica do problema, afirmando que a companhia exige investimentos na casa dos bilhões para ser saneada.
“Como pré-candidato, não posso e não vou prometer resolver os problemas da CAERD da noite para o dia”, pontuou. Contudo, defendeu que o modelo de privatização pode ser o caminho mais viável para superar a ineficiência que, segundo ele, nenhum governo anterior conseguiu equacionar.
Perspectivas
Ao posicionar-se como um gestor que busca alternativas pragmáticas — como a privatização de serviços públicos — para problemas que atravessam gerações, Hildon Chaves busca se diferenciar no cenário eleitoral, apostando na continuidade da postura de execução que marcou seu período como chefe do executivo municipal.
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