Na última terça-feira (15), foi apreciado pelos deputados estaduais o veto proposto pelo governador Marcos Rocha, cancelando o reajuste da Diária Especial de Reforço do Serviço Operacional (Derso), aos policiais e bombeiros militares, sendo que para os praças o valor seria de R$56,00 e de R$57,00 aos oficiais. Atualmente o valor é de R$36,00.
Antes de começar a sessão plenária na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE/RO), o presidente da Associação dos Familiares e Praças da Polícia e Bombeiro Militar do Estado de Rondônia (Assfapom) Jesuíno Boabaid, conversou com os deputados Alex Redano, presidente da ALE/RO, deputado Eyder Brasi e entrou em contato com os deputados Ezequiel Neiva e Laerte Gomes para tratar sobre a derrubada do veto do governador Marcos Rocha, referente ao Projeto nº 1.485 que foi aprovado de forma unânime e garantiria o reajuste da Derso.
Para prejuízo aos militares estaduais, seis deputados estaduais votaram por manter o veto do Governo do Estado, ou seja, com a manutenção do veto os militares não irão ter o reajuste da Derso e continuaram a receber o valor irrisório de R$36,00.
Os deputados que votaram favoráveis ao veto do governador foram: Alan Queiroz, Gislaine Lebrinha, Ribeiro do Sinpol, Nim Barroso, Rosângela Donadon e Pedro Fernandes.
“Votaram contra você, policial e bombeiro militar, contra seus familiares, a mando do executivo. Isso mostra a fragilidade, isso mostra a ausência de um representante dentro do Poder Legislativo”, afirmou Jesuíno Boabaid.
O presidente da Assfapom lembrou que quando esteve como deputado estadual nunca votou contra os servidores públicos e jamais iria votar contrário em um projeto que autorizava o Governo do Estado utilizar verbas oriundas da União para pagar a Derso aos policiais e bombeiros que estão trabalhando em sua folga.
O presidente da Assfapom afirmou ainda que caso os militares não elejam um deputado estadual comprometido com a tropa, o ano de 2027 poderá ter dias muito piores. “Se não tivermos um assento no Poder Legislativo a situação é nebulosa, é um armagedon que se arrasta”, afirmou Jesuíno.
Jesuíno afirmou que, se for eleito, este projeto da Derso e os demais, seja promoção, lei de fixação de vagas, ou qualquer um outro que irá pra cima para resolver o assunto, visando garantir direitos aos militares.

