A coligação do candidato opositor Marcos Rogério sofreu um derrota na Justiça. Ela queria retirar do ar vídeo que conta a trajetória de Adailton Fúria, da infância humilde aos trabalhos como vendedor de picolé, faxineiro de churrascaria e instalador de antenas.

No Processo nº 0600761-53.2026.6.22.0000, o juiz auxiliar do TRE-RO Audarzean Santana da Silva afastou a existência de conteúdo sintético enganoso ou deepfake e destacou que a IA foi utilizada para dar movimento e tratamento visual a fotografias históricas verdadeiras.

Um trecho da decisão resume o caso:

“Não se identificou fabricação de declaração inexistente, alteração da voz do representado, criação de manifestação que jamais ocorreu ou utilização de imagem de terceiro para atribuir-lhe comportamento ou declaração falsos.”

A decisão ainda aplicou precedente recente do TSE, segundo o qual o simples emprego de inteligência artificial em conteúdo político-eleitoral não constitui, por si só, ilícito eleitoral. Ao final, a representação foi julgada improcedente, com rejeição dos pedidos de multa e de remoção do vídeo.

Tentaram apagar o vídeo. A Justiça afastou o deepfake. A história de Fúria continua no ar.

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