O governo federal propõe que o salário mínimo suba para R$ 1.741 em 2027. O valor consta do projeto de Orçamento enviado ao Congresso em 31 de agosto e representa alta de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621.
Como o valor foi calculado
O reajuste segue a regra em vigor: soma a inflação medida pelo INPC em 12 meses até novembro e limita o ganho acima da inflação a 2,5%. Em abril, a proposta de diretrizes orçamentárias previa R$ 1.717. O número subiu para R$ 1.741 porque a projeção de inflação do Ministério da Fazenda aumentou.
O valor ainda não é definitivo
O R$ 1.741 é uma previsão. O valor final depende do INPC até novembro: o governo enviará uma mensagem de ajuste ao Congresso no início de dezembro, e o decreto com o número definitivo sai no mesmo mês. O projeto de Orçamento ainda será analisado pelo Congresso, com votação prevista depois das eleições. Se for mantido, o novo piso vale a partir de 1º de janeiro de 2027 e aparece no salário pago em fevereiro.
Quem é afetado
O salário mínimo é referência para aposentadorias e pensões do INSS, para o BPC, o seguro-desemprego e o abono salarial, porque esses benefícios não podem ser menores que o piso. Segundo o Dieese, mais de 61 milhões de pessoas têm o salário mínimo como referência de renda. Para o governo, cada R$ 1 a mais no piso aumenta as despesas em cerca de R$ 413 milhões.
O que fazer agora
Para planejar o orçamento de 2027, use o valor como estimativa e evite fechar contas contando com ele. Acompanhe o INPC de novembro e o decreto de dezembro, que trarão o número oficial.


