NADA MUDOU: Denúncias de servidores do Ibama em Rondônia apontam suposto assédio moral, perseguição e falhas na gestão

Relatos que já haviam sido encaminhados por servidores anteriormente ao site, levantam questionamentos sobre a condução administrativa do órgão e pedem investigação independente

Servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Rondônia relatam uma série de problemas que, segundo eles, estariam afetando o ambiente de trabalho e o funcionamento da instituição. Entre as denúncias mencionadas estão os episódios de assédio moral, perseguição funcional, discriminação, favorecimento, ameaças e tratamento desigual entre servidores.

De acordo com os relatos, a atua gestão do IBAMA em Rondônia,vem adotando medidas consideradas arbitrárias contra servidores que questionam decisões administrativas ou apresentaram críticas internas. Os servidores afirmam que algumas condutas tem configurado retaliação e violação dos princípios de impessoalidade, moralidade e respeito ao serviço público.

Acusações envolvem perseguição e discriminação

Entre os pontos apresentados estão alegações de perseguição a servidores específicos, discriminações, tratamento diferenciado, afirmam que houve pressão sobre servidores que se recusaram a cumprir determinacies consideradas inadequadas ou que buscaram registrar formalmente suas reclamações.

Pedidos de (CONCESSÃO) de teletrabalho levantam questionamentos sobre possível tratamento desigual

Entre os fatos relatados pelos servidores está a diferença de tratamento na análise de participação no Programa de Gestão e Desempenho (PGD).

Segundo os denunciantes, dois servidores tiveram pedidos de teletrabalho apresentados em 2024 e 2025 indeferidos sob a justificativa de escassez de pessoal. Os servidores afirmam que, à época, haviam apresentado questionamentos  à Corregedoria do Ibama (COGER/IBAMA) relacionadas a supostos episódios de assédio moral, perseguição, abuso de autoridade e discriminação contra pessoa com deficiência (PCD).

Os denunciantes sustentam ainda que a adoção do teletrabalho não provocaria o fechamento dos respectivos setores nem impediria a manutenção do atendimento presencial.

O caso voltou a ser questionado após a concessão, em setembro de 2026, da modalidade de teletrabalho/PGD a dois novos servidores, com apenas hum anos  de exercício no órgão,  sendo um deles com hum ano de exercício INCOMPLETO. Conforme os relatos, a chefia imediata apresentou argumentos e justificativas favoráveis à concessão do regime, situação que, segundo os denunciantes, não teria ocorrido nas solicitações de 2024 e 2025. Segundo os relatos, os dois novos servidores beneficiados pelo PGD, seria os únicos integrantes de uma mesma equipe de trabalho.

Os servidores também questionam a justificativa de escassez de pessoal utilizada nos indeferimentos anteriores. Segundo o relato, os dois novos servidores beneficiados pelo PGD seriam os únicos integrantes da equipe correspondente. Um deles já teria completado 12 meses de efetivo exercício, enquanto o outro completaria esse período em 6 de outubro de 2026.

Outro ponto mencionado é o caso de um dos servidores que teve o pedido anteriormente negado e que, segundo o relato, é pessoa com deficiência e necessitava permanecer próximo de um familiar que posteriormente veio a falecer. Os denunciantes afirmam que, mesmo diante dessas circunstâncias, não teria havido manifestação da chefia imediata em defesa do pedido ou questionamento aos indeferimentos, haja vista que havia um servidor e um terceirizado trabalhando presencialmente, contrariando assim a alegação de carência de servidores.

Como ja mencionafo acima, as acusações relacionadas à gestão do Ibama em Rondônia, incluem atos de assédio moral e outras condutas que, segundo os servidores, são objeto de apuração administrativa. A existência de denúncias ou de processo administrativo, entretanto, não representa conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade dos envolvidos. Segundo os denunciantes, a gestão atual deve explicações pertinentes ao tratamento diferenciado na concessão de PGD – Programa de Gestão de Desempenho.

Outro ponto destacado nas denúncias é a existência de um ambiente de medo entre os servidores. Os relatos mencionam ameaças, constrangimentos e receio de represálias para quem formaliza reclamações ou participa de denúncias coletivas.

Os servidores defendem que as apurações sejam conduzidas por instâncias independentes, sem interferência da própria cadeia hierárquica envolvida nas acusações. Também pedem proteção contra retaliações e garantia de que os denunciantes possam prestar depoimentos com segurança.

Cobrança por providências

Diante da gravidade dos relatos, os servidores cobram providências da direção do Ibama em Brasília, da corregedoria do órgão, do Ministério Público Federal, da Controladoria-Geral da União e de outras instituições responsáveis pela fiscalização da administração pública.

Entre as medidas solicitadas estão:

* abertura de investigação formal e independente;
* preservação de documentos, mensagens e registros funcionais;
* proteção aos servidores denunciantes;
* apuração de possíveis casos de assédio moral e perseguição;
* análise dos critérios utilizados na concessão e no indeferimento de pedidos de PGD – Programa de Gestão de Desempenho (teletrabalho)
* verificação de eventual tratamento desigual entre servidores;
* garantia de contraditório e ampla defesa aos servidores acusados, na forma de retaliação as denúncias contra os gestores do IBAMA-RO.
* transparência e igualdade nos procedimentos de condução,  apuração e conclusão relativo aos casos denunciados a Corregedoria.

As denúncias não representam, por si só, prova definitiva de irregularidades. Entretanto, os fatos relatados pelos servidores levantam questionamentos que podem ser submetidos à apuração pelos órgãos competentes, especialmente quanto aos critérios administrativos utilizados em situações semelhantes.

O espaço permanece aberto para manifestação do Ibama e dos demais citados. Até a publicação desta matéria, não foram apresentadas respostas oficiais sobre as acusações.

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