Parece que o problema do São Paulo com o Palmeiras não é tecnológico, é botânico. Após anos transformando o gramado sintético do Allianz Parque no maior vilão da humanidade — quase um crime contra a natureza — o Tricolor teve a chance de jogar no “tapete verde natural” e… adivinhe? O resultado foi o mesmo de sempre.
A nova teoria científica que circula pelos corredores do Morumbis é que a grama natural, aquela que o clube tanto defende, deve estar causando alergia nos jogadores. Só isso explica como, em menos de 10 minutos de jogo, o colombiano Jhon Arias já estava balançando as redes e decretando o 1 a 0 para o Verdão.
O tabu do “puxadinho” e a realidade dos fatos
Desde 2023, o confronto tem sido um monólogo alviverde com pitadas de drama são-paulino. Não importa se é no sintético, no natural ou no asfalto:
- Teve o histórico 5 a 0 no Brasileirão de 2023 (onde o sintético foi o culpado).
- Teve o Choque-Rei decidido nos detalhes.
- E agora, em seus próprios domínios, o São Paulo prova que o problema não é a borracha do vizinho, mas o futebol apresentado.
A ciência explica?
Se no Allianz a bola “corre demais”, no gramado natural ela parece ter parado para o São Paulo ver o Palmeiras jogar. Talvez o clube precise sugerir à CBF que os jogos contra o time de Abel Ferreira sejam disputados no saibro ou, quem sabe, em uma quadra de vôlei.
E agora, o que será a nova desculpa? Quando não é o gramado sintético, é a arbitragem. O Tricolor terá que encontrar um novo vilão para justificar as derrotas.
Fato é que, enquanto o São Paulo gasta energia reclamando da manutenção do estádio alheio, o Palmeiras segue levando os três pontos na mochila, independentemente do tipo de solo. Pelo visto, para o Tricolor, a grama do vizinho é sempre mais verde — e mais vitoriosa.
TEXTO: João Ricardo.


