Um dos peixes mais icônicos da Amazônia, o pirarucu, tem chamado atenção não só pelo seu tamanho impressionante — como vemos na imagem — mas também por uma importante mudança ambiental.

Em Rondônia, o pirarucu é nativo do Rio Madeira. Porém, em regiões como o Vale do Guaporé e áreas acima da barragem de Santo Antônio, ele passou a ser considerado espécie invasora.
Diante disso, o IBAMA autorizou a pesca sem limites nessas regiões, como forma de controle ambiental.
A medida busca preservar o equilíbrio dos rios, já que o crescimento descontrolado do pirarucu pode afetar outras espécies.
Para os pescadores, também surge uma oportunidade — unindo sustento e preservação.
Regras para comercialização
Apesar da liberação da pesca, a comercialização do pescado segue regras específicas. O pirarucu capturado só poderá ser vendido dentro do estado onde foi retirado, sendo proibido o transporte para outras unidades da federação, sob risco de apreensão.
A normativa também incentiva o uso social da carne, permitindo a doação para programas públicos como merenda escolar, hospitais e ações de combate à fome.
Oportunidade e alerta ambiental
Especialistas apontam que a medida pode gerar novas oportunidades econômicas para pescadores de Rondônia, ao mesmo tempo em que contribui para o controle de uma espécie considerada prejudicial fora da Amazônia.
Por outro lado, o tema ainda exige atenção. A expansão do pirarucu em rios fora de sua área natural está associada, em parte, à criação em cativeiro e à introdução indevida em novos ambientes, o que reforça a necessidade de fiscalização e educação ambiental.
A norma deverá passar por reavaliação em até três anos, período em que o governo e órgãos ambientais irão analisar os resultados da liberação da pesca no controle da espécie.

