Vídeo exclusivo revela Rodrigo Agostinho minimizando denúncias de abusos, enquanto casos graves no estado de Rondônia completam três anos de impunidade.
O presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho, figura que publicamente se alinha às pautas da ala esquerda — defendendo o combate ao assédio moral, ao abuso de poder e à perseguição no serviço público, inclusive com políticas institucionais de divulgação diária dentro do órgão — está no centro de uma contradição ética severa. Um vídeo obtido pela nossa redação, gravado durante um encontro de chefias no auditório da sede do IBAMA em Brasília, revela uma face desconhecida do gestor.
Nas imagens, Agostinho refere-se abertamente ao tema do assédio moral relacionando aos servidores da nova geração como geração “mi mi mi”. A fala chocou o público interno, especialmente por vir de alguém que deveria zelar pela integridade física e mental dos servidores.
Blindagem da Corregedoria
Além de minimizar o sofrimento dos subordinados, o presidente afirmou no mesmo encontro que estaria “blindando” a Corregedoria para evitar que “qualquer situação virasse assédio”. Segundo Agostinho, apenas casos considerados “muito graves” deveriam resultar na abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
O Caso Rondônia: Gravidade sem Solução
A fala do presidente gera um nó lógico e humano quando confrontada com a realidade de Rondônia. No estado, as denúncias de servidores contra a atual gestão resultaram, de fato, na abertura de um PAD — o que, pela própria régua do presidente, classifica o caso como “muito grave”.
No entanto, a existência do processo não significou justiça. As denúncias de coação para assinatura de documentos sem análise técnica, perseguição e discriminação entram agora em seu terceiro ano consecutivo sem qualquer desfecho ou afastamento dos envolvidos.
Enquanto o discurso oficial em Brasília prega a proteção ao trabalhador, a prática em Porto Velho revela um cenário de abandono. O silêncio da Superintendência e a “blindagem” citada por Agostinho parecem ser as únicas respostas que os servidores rondonienses receberam até agora.
Adicionalmente, é importante ressaltar que estamos em um ano político, e Rodrigo Agostinho já confirmou sua pré-candidatura a Deputado Federal. Essa movimentação levanta questões sobre suas reais intenções e o compromisso com a ética e a justiça no serviço público.
VEJA O VÍDEO:

